10. Os três modelos de precificação e quando usar cada um
ao terminar, a pessoa sabe qual modelo usar em cada situação, entende por que o preço por hora é o pior deles — e conhece o único caso em que ele é o certo.
⏱ 8 minMódulo 38 blocos📎 Planilha de custo/hora e formação de preço
Vídeo em breve
Esta aula está gravada em texto: a estrutura, as tabelas e as contas estão logo abaixo, na mesma ordem em que aparecem no vídeo. Deixe o e-mail e você recebe o aviso no dia em que ele for publicado.
Existem três formas de cobrar BPO: valor fixo, por volume e por hora. Cada uma transfere o risco para um lado diferente da mesa. Escolher errado é o que faz o contrato começar bom e terminar no vermelho.
O que está nesta aula
Fixo mensal: previsível para os dois lados, e o risco de volume é seu.
Por volume (lançamento, nota, conta): acompanha o crescimento do cliente, mas assusta na proposta.
Por hora: parece justo e é o pior — pune a sua eficiência e trava o seu crescimento.
O híbrido que funciona: fixo com faixa de volume e gatilho de revisão.
A regra: quem controla o volume assume o risco do volume.
Material · Excel
Planilha de custo/hora e formação de preço
Você preenche folha, retiradas e despesas fixas; ela devolve o seu custo por hora real e o preço mínimo de cada faixa de cliente. É o material mais pedido do curso.
A aula, bloco a bloco
É o mesmo conteúdo do vídeo, na mesma ordem — com as tabelas e as contas para você conferir com calma.
00:00
Abertura
Só existem três formas de cobrar
Fixo mensal
Por volume
Por hora
tudo que você já viu é alguma combinação dessas três
00:35
A regra que decide tudo
Quem controla o volume assume o risco do volume.
01:20
Modelo 1: fixo mensal
Modelo 1 — fixo mensal
Item
A clínica do exemplo
Trabalho por mês
16 h
Se ela crescer 40%
16 h viram 22 h
Preço fixo, nos dois casos
R$ 2.000 por mês
no fixo puro, o risco do volume é inteiramente seu
02:40
Modelo 2: por volume
Modelo 2 — por volume
Componente
Hoje
Com 40% a mais
Taxa base
R$ 800
R$ 800
Lançamentos × R$ 5
180 → R$ 900
252 → R$ 1.260
Notas × R$ 5
70 → R$ 350
98 → R$ 490
Fatura do mês
R$ 2.050
R$ 2.550
o preço acompanha o trabalho sem você precisar pedir nada a ninguém
04:00
Modelo 3: por hora, e por que é o pior
Você melhorou: 16 h viraram 11 h
O mesmo cliente
Por hora
Fixo mensal
Você fatura
R$ 1.375
R$ 2.000
Seu custo (11 h × R$ 75)
R$ 825
R$ 825
O que muda para você
R$ 625 a menos
margem de quase 49%
no fixo você ainda liberou 5 horas para vender a outro cliente
Os dois problemas do preço por hora
Pune a eficiência: melhorar o processo derruba a sua própria receita
Automação, processo e treinamento viram redução de receita, por contrato
Trava o crescimento: o teto é o número de horas que existem no escritório
Para crescer, só contratando — a receita presa ao insumo que não escala
05:50
Quando o por hora é o modelo certo
O único caso em que o por hora é o certo
Trabalho pontual, com escopo indefinido — reconstruir 18 meses de histórico
Trava 1: teto de horas escrito. Atingiu, você para e reabre a conversa
Trava 2: relatório semanal de horas consumidas
Rotina mensal, nunca. Projeto de escopo aberto, sim
sem as duas travas, você virou o financiador do problema dele
06:35
O híbrido que funciona
O híbrido — fixo com faixa e gatilho
Componente
Valor
Fixo mensal
R$ 2.000
Faixa inclusa
250 lançamentos e 100 notas
Faixa inclusa
até 3 contas ou meios
Excedente
R$ 5 por lançamento e por nota
Mês com 310 lançamentos
R$ 2.000 + 60 × R$ 5 = R$ 2.300
o cliente tem previsibilidade e o risco de volume está escrito
07:25
Fechamento
Os três modelos no mesmo cliente
A clínica
Fixo
Volume
Hora
Preço hoje
R$ 2.000
R$ 2.050
R$ 2.000
Se o volume sobe 40%
R$ 2.000
R$ 2.550
sobe junto
Se você fica eficiente
R$ 2.000
sem efeito
R$ 1.375
Quem assume o volume
você
o cliente
o cliente
O que funciona é o fixo com faixa declarada e gatilho de revisão.